sábado, 30 de maio de 2009

Missões




Este Pequenino é Meu
Mas agora [...] o Senhor Deus que o criou diz: “Não tenha medo, pois Eu o salvarei; Eu o chamei pelo seu nome, e você é Meu.” Isaías 43:1, NTLH.
Querido Diário: Aqui estou eu, oficialmente, como missionária no campo de serviço. Quem imaginaria que eu estaria escrevendo do outro lado do “meu mundo”? Ele, sim, imaginou. Almaty, Cazaquistão – belas montanhas cobertas de neve. Gostei! Aqui estou, Senhor; graças Te dou por me haveres trazido para cá!
Nem mesmo uma semana depois da minha chegada, aqui estou, sentada num banco de um parque, chorando para aliviar o coração. O que estou fazendo aqui, Senhor? Não os entendo, e eles não me entendem! Como é que vou ensinar alguma coisa desse jeito?
Com os olhos cheios de lágrimas, orei a Deus, fazendo-Lhe todas essas perguntas. Quando abri os olhos, a primeira coisa que vi foram dois pares de mãos pequeninas e sujas. Ali, bem na minha frente, estavam dois pequeninos com terra não apenas nas mãos, mas nos pés e até no cabelo. Os dois diziam: Tenge, tenge pozhalsta, tenge pozhalsta. Tenge é o dinheiro deles. Eu não tinha dinheiro comigo. Assim, com o meu russo limitado, e usando inglês e espanhol, e até tentando ver se a linguagem dos sinais ajudaria, disse-lhes: “Nada de dinheiro.” Eles pareciam entender, mas não saíam, e não paravam de pedir dinheiro. Eram muito persistentes. Depois de uns cinco minutos, eu disse: “Ah, sim, já sei! Não tenho dinheiro, mas vou cantar uma música para vocês.” E comecei a cantar: “Cristo ama as criancinhas que no mundo inteiro há.”
Puxa! Foi como mágica. Eles ficaram quietos e só falaram depois que parei. “Por favor, de novo!” E assim fiz – uma vez, duas vezes, e outras vezes. A mãe deles precisou arrastá-los, quando viu que não estavam conseguindo dinheiro.
Mais tarde: Minha colega de quarto e eu estávamos caminhando, quando uma dúzia de filhos de refugiados nos rodeou, pedindo dinheiro. Um tenge aqui, outro ali e outro lá, e uma pequena mão começou a me puxar. Quando me virei para ver quem fazia aquilo, notei a menininha com o cabelo sujo, aquela do parque! Seus olhos se abriram bem, enquanto ela cantarolava: “Cristo ama as criancinhas que no mundo inteiro há.”
Um ano depois: Levantando vôo de Almaty, entendo tudo agora. Achei que eu havia sido mandada para ensinar e mostrar coisas a eles. Em vez disso, aprendi com eles a maior de todas as lições – todos somos preciosos aos Seus olhos.
Escrito por Sayuri Ruiz

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